Acidentes de trabalho: relatório revela que o Brasil teve aumento de 30% em 2021

por Canal da Engenharia
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Dados atualizados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT), e divulgados recentemente pela CNN, mostram números alarmantes em relação aos acidentes de trabalho no Brasil.

Levando em conta somente o mercado de trabalho formal, os acidentes e mortes relacionados cresceram, em média, 30% em 2021 em comparação com 2020.

No período de 1 ano foram comunicados 571.786 acidentes, um aumento de 28% em comparação com o ano anterior, que somou 446.881 casos.

O número de mortes relacionadas ao trabalho chegou a 2.487 em 2021, uma alta de 33% frente a 2020.

Infelizmente, os dados mostram também uma preocupação com a subnotificação, e alertam que os acidentes na realidade podem ter números 20% superiores aos registrados oficialmente.

Considerando os números oficiais, o estado de São Paulo foi o que mais registrou acidentes de trabalho no país em 2021, com 35% dos casos. Na sequência estão Minas Gerais (11%), Rio Grande do Sul (8%), Paraná (8%), Santa Catarina (7%) e Rio de Janeiro (6%). O estado do Amazonas, na 16ª posição do ranking, concentra 1% dos casos totais.

O MPT também analisou as perdas totais dos últimos dez anos: entre 2012 e 2021, 6,2 milhões de pessoas tiveram algum tipo de acidente relacionado ao trabalho no Brasil, com um registro de mortes de 22.954 no período.

O que também chama atenção são os impactos financeiros e econômicos dos acidentes: ao longo desses dez anos, foram perdidos cerca de 470 milhões de dias de trabalho, com 2,5 milhões de benefícios previdenciários fornecidos no período (incluindo auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílios-acidente), e com gastos totais ultrapassando os R$ 120 bilhões.

O manuseio de máquinas e equipamentos é considerado, dentre todos, o principal causador de acidentes de trabalho, sendo responsável por 16% de todos os acidentes de 2021. 

Tecnologia para o trabalhador: Realidade Virtual deve ser o futuro dos treinamentos ocupacionais

As simulações de Realidade Virtual não são uma novidade, e já têm sido exploradas nas carreiras de alto risco por décadas, como em treinamentos de pilotos e operadores de máquinas perigosas, bem como por estudantes de medicina que aprender virtualmente como atuar em salas de emergência frenéticas.

No entanto, nos últimos anos, o aumento da funcionalidade dessa tecnologia, juntamente com a diminuição dos custos e com a chegada da Indústria 4.0, fez com que as possibilidades de treinamento em RV crescessem exponencialmente.

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